18 julho 2005

Pequena geek paquistanesa vira a mais jovem MSFT do mundo

Essa é uma pequena história sobre uma menina de uma pequena cidade no Paquistão que tornou-se a mais jovem Certified Microsoft Expert, com 9 anos de idade. Ela encontrou Bill Gattes na última semana, e perguntou a ela porque ele não contrata gente mais da idade dela prá trabalhar lá. Ele não só contratou a menina, também prometeu que vai passar uns dias na casa dela.

É uma história bucólica e feliz, e deve ajudar a limar os preconceitos existentes que vira e mexe recaem sobre os paquistaneses.

!tangencialmente falando: alguém compra um linux box, ou um Mac pra essa menina antes que ela seja lobotomizada!!!!!

do boingboing.net
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Macromedia adere com força total ao podcast

Desde 27 de junho, os caras já estão detonando transmissões e tutoriais em audio.
Público alvo: desenvolvedores de soluções macromedia (Flash, Director, Fireworks, Dreamweaver, etc.) e gente que trabalha com Web em todos os aspectos (redatores, designers, planejadores, executivos, etc.).

Dica do Leo.
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Faça maluquices com meu livro

Escritor de ficção científica usa Creative Commons para lançar obra em domínio público para países em desenvolvimento
Diego Assis, do Estadão

O escritor de ficção científica Cory Doctorow não sabe exatamente o que o futuro reserva para os livros. O que ele sabe é que quer estar bem posicionado quando esse dia chegar.

Someone Comes to Town, Someone Leaves Town (Alguém chega à cidade, alguém deixa a cidade), seu terceiro romance, lançado em papel, PDF, e-book e até numa versão para iPod, é mais um passo nesse sentido - o desconhecido.

"Se você tiver uma imaginação pobre, pode pensar que vamos entrar nessa era como leitores de e-books que simulem a experiência de estar carregando livros ‘reais’, só que digitais" provoca o autor no prefácio do livro. "Não, o uso social dos e-books será bem mais estranho que isso. Algo estranho demais para imaginarmos hoje, como a idéia do mercado de radiofônico era incompreensível para os artistas de vaudeville que acusavam a estação de rádio de pirataria em massa por tocarem suas músicas no ar."

Como continuação de suas experiências, que, no passado, fizeram com que disponibilizasse seus livros para download, o autor tenta agora uma nova tática: mais que distribuição pela net, Someone Comes to Town... tem status de domínio público nos países considerados em desenvolvimento pelo Banco Mundial - Brasil inclusive.

Para tanto, Doctorow optou por adotar a recém-criada Developing Nations License, uma das diversas licenças desenvolvidas pelo Creative Commons (www.creativecommons.org) como uma alternativa legal entre o "todos os direitos reservados" do copyright e o "nenhum direito reservado" do copyleft.

Inspirada nos modelos de software livre, a maioria das licenças CC permitem que terceiros copiem, distribuam eletronicamente e remixem obras intelectuais desde que sem fins lucrativos e creditando o autor. Já com a Developing Nations vale tudo: qualquer pessoa residente nesses países pode baixar, copiar, traduzir, adaptar e até vender versões da obra sem ter de prestar contas ao autor.

Pensando bem, um e-mailzinho não custa: "Quando baixar meu livro, por favor, faça coisas malucas e legais com ele. Imagine novos usos para um livro. E então me conte", sugere
Troque os livros por música, cinema, software e terá horas de papo com esse legítimo cidadão da net. Nascido no Canadá, vivendo entre os EUA e Londres, Doctorow, de 34 anos, é mais facilmente encontrável nos blogs mais espertos da rede, como o Boing Boing (www.boingboing.net), que co-edita.

Por que adotou a licença Creative Commons Developing Nations para o seu novo romance?
Participei da elaboração de um tratado sobre o acesso à informação nos países em desenvolvimento e pensei: se eu me preocupo com essas coisas, deveria experimentar na pele. Não há um mercado gigantesco para o meu trabalho nos países em desenvolvimento, especialmente nos realmente pobres. Muitos , como Brasil, Índia e China poderão se tornar potências industriais ricas. O Brasil não representa parte importante da minha receita hoje, mas, amanhã, poderá ser onde eu ganhe um monte de dinheiro.

Você já lançou outros livros sob licenças Creative Commons. O que aconteceu com eles?
Houve algumas adaptações caseiras, traduções, podcasts... Mas o maior impacto foi ter espalhado os livros para longe. Há pesquisadores que analisam como as pessoas lêem textos no computador. Para isso, podem usar livros antigos, páginas de internet ou os meus livros. Mas não podem usar outras obras da literatura contemporânea ou porque elas não existam eletronicamente ou porque, quando existem, estão fixadas em formatos que restringem seu uso experimental.

O que acha de cadeados e dispositivos como o DRM (Digital Right Managing System)?
São uma batalha perdida desde o primeiro dia. Livros, filmes, músicas, todo arquivo circula livremente, hoje, em redes P2P. A questão é: por que eles nem sequer se importam com essas restrições? E a resposta: sob leis internacionais, se você cria uma restrição de uso, qualquer um que crie uma tecnologia que toque a sua mídia está quebrando a lei. Antigamente, se eu fizesse um disco, você poderia fazer um toca-discos que o tocasse. Foi assim com o rádio, a televisão, o videocassete. No início, as pessoas não sabiam como fazer dinheiro dali e tinham de quebrar a cabeça para sobreviver. O que se quer assegurar agora é que ninguém, no futuro, vá obrigá-los a passar por isso. Eles estarão no controle de como a inovação se dá. E, se houver uma invenção da qual não saibam como lucrar, terão o poder para suprimi-la.

Tempos atrás, você foi convocado para falar contra o DRM na Microsoft. Como foi recebido?
(Risos) Eles foram razoavelmente educados. Poucos eram advogados! Minha esperança é que um ou dois engenheiros ali pensassem: "Eu sei como se faz um media player, esta companhia está perdendo a oportunidade de fazer um player mais lucrativo, por que não começo a fazer media players que compitam com ela?"

O Grokster e os programas de troca de arquivos na web sofreram uma derrota judicial importante no início do mês. O que isso representa para as redes P2P?
Para os usuários, nada. Pessoas conseguem escrever sistemas P2P em 11 linhas de programa na faculdade. Mas isso mina qualquer tipo de invenção que requeira capitalização. Quem quiser começar um projeto agora terá de se perguntar: "Fui suficientemente puro para assegurar que não serei processado? Cometi uma ‘crimidéia’?"
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Cerveja de graça: Vores Øl (Nossa Cerveja)


Universitários de Copenhagen produziram o que eles chamam de a "primeira cerveja open-source do mundo.
A receita e a marca da cerveja foram publicadas sob uma licença da Creative Commons, o que significa que qualquer um pode usá-las ao seu bel-prazer, ou até mesmo para gerar grana em cima.

A única pegadinha: se você fizer dinheiro vendendo a cerveja deles, vai ter que dar o crédito aos meninos e ainda publicar uma licença semelhante à deles, pela Creative Commons.

A inspiração deles com certeza não tem nada a ver com bebedeiras nem cervejadas. Eles querem ver o que acontece quando uma estrutura de código-aberto é aplicada a um produto universalmente conhecido como a cerveja.

Genial, né?

tangencialmente falando: O mais engraçado desse negócio de open-source é que o maior exemplo de open-source, que já vem sendo usado há séculos por pessoas muito hábeis de papo, são as próprias leis: Código Civil, Constituição Americana, etc. Cada advogado interpreta o código e "jurisprudencia" de acordo com a conveniência do cliente.

Confira a matéria completa na wirednews.
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Bill se junta a amiguinhos poderosos de Hollywood e amaldiçoa filhos do iPod


do slashdot, Future Linux-Guru writes "The LA Times is running an article on Microsoft's efforts to preempt any single manufacturer from dominating the online video market. Among the scarier revelations is the development of AACS, a new already approved security system designed to prevent piracy on HD DVDs, which subjects users to forced upgrades." From the article: "Whichever way it shakes out, Gates vows not to play the victim in 'Son of iPod.' After learning a hard lesson in the digital music business, 'we're really having to work more closely with partners in the hardware industry and content industry, to really think through the whole end-to-end experience and make it better,' Gates said. 'That's where we've done our mea culpa. We are fixing that.'"

tangencialmente falando: vai ser difícil, Bill. Segure na minha mão e chore sua "mea-culpa"... do BlueBus: A Apple está conversando com gravadoras, negociando acordos para licenciar clipes para venda atraves da loja virtual iTunes. A noticia está na ediçao de hoje do The Wall Street Journal. Diz que o movimento seria um preparativo para uma versao do iPod que exibirá videos, um gadget que é esperado pelo mercado. A companhia já teria avisado executivos da industria do entretenimento que poderá anunciar a novidade até setembro.

É claro que a Microsoft tem muito mais escala, e portanto muito mais audiência potencial prá um serviço de distribuição digital de video. Mas é um monstrão lento, que já perdeu o bonde com música, portanto um doente que não reage muito bem aos medicamentos intravenosos que lhe são administrados. E outra: o "mindshare" do consumidor e do mercado prá esse tipo de iniciativa, ou seja, "de quem se espera uma coisa dessas", é da Apple. Steve, acelera aí meu rei!!
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Afrika Bambaataa e o que ele nao sabia que tinha iniciado...

Estamos mais do que nunca na era do remix. Sem saber, Erik B. Rakim e seus irmãos de rima mais velhos, como Mr. Afrika Bambaata e Grandmaster Flash, e por aqui, Thaíde, inauguraram um capítulo muito maior do que o HipHop na história recente da cultura mundial.

Cut + paste é o ritmo dos novos tempos. e-books, pdfs, mp3, aac, video streaming, sms, blogs, vblogs, podcasts, feeds, e tudo o que aparece todo dia. Ferramentas que trazem cada vez mais sentido ao senso de liberdade da rede, apesar da tentativa hercúlea das "majors media properties" em capitalizar em cima de tudo o que surge de novo.

NÃO VÃO CONSEGUIR. Impossível. (isso é uma profecia misturada com um pouco de raiva mesmo...)

O tangencial é cut + paste + mix + rip + post + seja o que for e o que vier. Com um molho providencial, feito em casa, com receita de avó (devidamente remixada). Nossa bíblia, se existisse, seria open source. Coisas como matas verdes, pedras, cachoeiras, rios, estradinhas de terra, praias (salve mãe Iemanjá!) e botequinhos de madeirit também não saem da nossa cabeça.

Creative Commons, Electronic Frontier Foundation, Nós do Morro, todas as ONGs, bandas, grupos e pessoas que zelam pela distribuição moderna de conteúdo e riqueza; nós apoiamos. Nossa política é open source também.

Mas nossos rabinhos não são open source não... e é justamente por isso que estamos aqui.

;-)
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